A secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, inaugurou dia 8 de novembro a Unidade de Internamento de Cuidados de Convalescença (UICC) do Hospital Distrital de Pombal.
Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a nova UICC contou com um apoio de 208.321 euros para aquisições de mobiliário e equipamento para o apetrechamento daquela valência.
A Unidade tem uma capacidade para 15 camas, que visa o tratamento e supervisão clínica, continuada e intensiva, para cuidados clínicos de reabilitação, na sequência de internamento hospitalar, recorrência ou descompensação de processo crónico, que possibilita a recuperação e incremento da qualidade de vida dos doentes.
O desenvolvimento desta Unidade permite, de acordo com a instituição, “a referenciação mais precoce para cuidados de reabilitação, com importante impacto na prevenção de sequelas de imobilidade e na concretização dos objetivos clínicos, relativos à cognição, deglutição, função sensitivo-motora, função cardiorrespiratória, bem como na recuperação funcional, ganhos de autonomia e de qualidade de vida”.
Após a inauguração, foram apresentados no Salão Nobre dos Paços do Concelho, vários investimentos na área da Saúde, num valor global superior a 10 milhões de euros, também financiados pelo PRR. Um deles é a remodelação e ampliação do Centro de Saúde de Pombal, no valor de 4 milhões de euros, que permitirá uma melhor capacidade de resposta e dignidade aos utentes, para além de disponibilizar outras respostas de cuidados de saúde primários aos utentes. Os restantes investimentos referem-se à construção da Unidade de Saúde do Vale do Arunca (para servir as freguesias de Redinha, Almagreira e Pelariga) e as Unidades de Saúde de Santiago, São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, e de Carnide, Vermoil e Meirinhas, num valor a rondar os 2 milhões de euros cada.
AUTARCA PEDE MAIS
MÉDICOS DE FAMÍLIA
Considerando que Pombal “precisa urgentemente de mais profissionais de saúde”, o presidente da Câmara apelou à secretária de Estado para “reforçar a presença de médicos de família no concelho, assegurando que cada cidadão tenha o acompanhamento de que necessita”. Pedro Pimpão afirma que esta “é uma realidade que afeta especialmente as freguesias rurais, onde a baixa densidade populacional e a elevada taxa de envelhecimento tornam a ausência de profissionais de saúde ainda mais grave”.
Colocando o Município ao lado da “solução para esta problemática”, o autarca frisou o investimento em infraestruturas e apoio na criação de novas USF cujo modelo “é mais atrativo para a fixação de profissionais de saúde”.